terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Estou a ver um fogo a iniciar, o que faço?

Muitas vezes, as pessoas vêm um fogo começar e a primeira reacção é fugir do local e chamar o corpo de bombeiros. A ideia não é má, mas se podermos fazer algo para salvar o património que estamos a ver ser destruído? Pois é, numa fase inicial o extintor é a melhor arma para qualquer pessoa, até mesmo para os bombeiros. Contudo, nem toda a gente tem a mesma formação.
Quanto ao transporte, existem dois tipos de extintores: portáteis (manuais e dorsais) e transportáveis (puxados manualmente e rebocáveis). Porém, vou-me focar só nos convencionais, naqueles que deveram estar em qualquer lugar, ou seja, portáteis manuais.
Por norma, os extintores são todos iguais, mas o produto que transportam (chamados agentes extintores) têm diferentes finalidades, isto é, cada agente extintor servirá para combater determinadas classes de fogos.
Mas para quem pouco percebe do assunto, como saber se estará a tentar extinguir um fogo com o agente extintor correcto? É simples, basta perder breves momentos a observar um extintor.
O corpo do extintor tem uma etiqueta que está dividida em cinco áreas, sendo que a:
 - Primeira área dá, ao utilizador, a informação da quantidade e do tipo de agente extintor que o extintor transporta, assim como, a indicação da dimensão do fogo tipo, isto é, resultados de testes realizados em laboratório.
 - Segunda área fornece uma pequena instrução através de pictogramas quanto a procedimentos de utilização e onde, também, estão os pictogramas das classes de fogos onde o extintor será eficaz.
 - Terceira área dá a conhecer precauções a ter em conta.
 - Quarta área indica algumas informações complementares, como os limites de temperatura, por exemplo.
 - Quinta área fornece as informações da empresa responsável pelo fabrico do extintor.
Para ajudar a perceber as classes de fogos quanto às matérias em combustão, convido-o(a) a analisar o quadro que se segue.

A partir de agora sempre que se deparar com um fogo em fase inicial, veja se tem ao pé de si um extintor compatível com a matéria que está a arder e tente apagá-lo, ao mesmo tempo peça às pessoas que estiverem consigo para abandonar o local para um mais seguro. Atenção! Não utilize um agente extintor húmido ou com base em água sobre corrente eléctrica. Sempre que tiver oportunidade desligue antes o(s) quadro(s) eléctrico(s) e a válvula de segurança de gás (caso exista) antes de combater o fogo. Se conseguir extinguir o fogo, saia do local, feche a porta e chame o corpo de bombeiros da sua área de residência através de contacto directo ou, em caso de dúvida, através do número nacional e gratuito 117. Caso não consiga combater o fogo com eficiencia não insista, abando-ne o local com o maior número possível de ocupantes (caso existam) e accione os meios. Lembre-se que a segurança das pessoas está acima de qualquer bem.
Não se esqueça, o sucesso dos bombeiros também depende de si!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Como fazer um pedido de socorro sem saber o contacto dos bombeiros ou das forças policiais?


Quantas vezes já se deparou com uma situação de socorro e viu-se atrapalho(a) por não ter o contacto dos bombeiros da ou das forças de segurança (GNR, PSP, etc.) da área?

Sabia que pode utilizar duas linhas de socorro distintas, válidas em Portugal e até na União europeia?

É verdade, a partir de hoje, tudo poderá ser-lhe mais simples, para isso basta memorizar dois números: 112 (Linha nacional de emergência e número europeu para o mesmo fim) e 117 Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

Ao ligar 112 a sua chamada irá parar a uma central conjunta de Polícia, GNR e Autoridade Nacional de Protecção Civil. Aqui, será feita uma primeira triagem para avaliar o objectivo da chamada, isto é, se o mesmo for comunicar uma situação de assalto, por exemplo, a chamada não será encaminha,  ali será feita a recepção da informação e, posteriormente, activado o dispositivo policial. Se o motivo do contacto  for solicitar socorro a náufragos, o pedido de auxílio é encaminhado para a Marinha Portuguesa. Por outro lado, se se tratar de uma situação em que seja necessária assistência médica (doenças súbitas, quedas, acidentes, etc.), ser-lhe-á passada a chamada ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), onde o irá falar com um técnico de emergência médica.

Em caso de não conseguir estabelecer contacto via 112 (ex.: demora no atendimento por entupimento de chamadas), ou então por tratar-se de fogo poderá contactar directamente o CDOS através do número 117. Neste comando, após a recepção do pedido de socorro, o mesmo será encaminhado para o corpo ou corpos de bombeiros da área, assim como, poderá haver mesmo a articulação com os serviços municipais de protecção civil, forças policiais e especiais.

Em quaisquer dos contactos – 112, 117 ou até mesmo com o corpo de bombeiros – é necessário responder a algumas perguntas. Poderá, em determinado momento, pensar para quê tantas perguntas, mas lembre-se, o sucesso do socorro dependerá de si também.